Procurar emprego é uma tarefa que exige paciência e dedicação, mas a agilidade da internet pode ser uma grande aliada daqueles que estão com dificuldades de conseguir uma recolocação no mercado de trabalho.
Para Alessandra Torres, coordenadora de seleção da Luandre, a internet ampliou muito as possibilidades de se conseguir um novo emprego, não só através de sites especializados em cadastro de currículos e também através das redes sociais.
“O profissional tem, através destas redes, condição de se manter atualizado e fazer parte de grupos relacionados à sua área de atuação. Assim, além de saber o que acontece de novo, ele pode fazer novos contatos, participar de fóruns de discussão e se mostrar ao mercado", afirma Alessandra.
Bom senso
A coordenadora alerta que é preciso um pouco de cautela ao disponibilizar dados e outras informações na internet. "É muito importante que o profissional tenha bom senso na hora de se cadastrar, pois seu perfil ficará disponível em toda a rede. Isso pode contribuir ou até mesmo prejudicá-lo em uma avaliação profissional.”
Para Alessandra, o perfil do profissional deve substituir a apresentação de seu currículo (com breve histórico das atividades profissionais, qualificações e, se possível, um portfólio). Se bem elaborado, pode chamar a atenção e atrair pessoas interessadas no assunto, caso contrário passará despercebido.
Alguns cuidados são necessários se o objetivo é a conquista de um novo emprego. Assim, evite expor suas particularidades. “A seriedade e apresentação do profissional devem estar de acordo com o perfil de seu cadastro, pois muitos analistas de RH utilizam-se destas ferramentas como parte de avaliação no processo seletivo“, diz a coordenadora.
Dicas
Confira dez dicas que podem ajudar na busca de um novo emprego utilizando as redes sociais e também o que deve ser evitado para não se prejudicar:
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1 - Mantenha o cadastro atualizado, com informações verdadeiras, destacando suas habilidades; |
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2 - Participe de grupos e fóruns de discussão relacionados à sua área de atuação; |
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3 - Mantenha uma comunicação clara, objetiva, destacando a ética e o profissionalismo; |
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4 - Utilize uma foto formal, que expresse seriedade; |
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5 - Amplie o networking, pois ele continua sendo importante mesmo quando estiver empregado; |
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6 - Mesmo quando trocar mensagens com pessoas conhecidas, evite gírias e palavrões; |
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7 - Evite participar de grupos ou comunidades de teor duvidoso ou pejorativo; |
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8 - Jamais fale mal dos chefes ou empresas em que trabalhou; |
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9 - Não divulgue fotos que possam transmitir uma imagem inadequada; |
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10 - Cuidado com comentários que possam ser mal interpretados, atitudes racistas ou sexistas. |
A Copa do Mundo começa oficialmente no dia 11 de junho, mas, no Brasil, há alguns meses, já se respira o torneio. E a torcida ficou ainda mais envolvida depois da divulgação da lista com os jogadores convocados para defender a Seleção na África do Sul. A relação, que foi motivo de diversas especulações antes de ser anunciada, como não poderia deixar de ser, rendeu uma chuva de críticas ao técnico Dunga. Alguns nomes tiveram a competência contestada nas ruas, onde, da mesma forma, foram criticadas algumas ausências.
Quem está certo nessa história: Dunga ou o povo? O que cada jogador fez para estar entre os convocados? O que faltou aos ausentes? E você, se sua profissão fosse jogador de futebol, estaria entre os convocados?
A lista de ausências questionadas pelos torcedores brasileiros é extensa: Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Adriano etc. Já com relação às presenças, o centro das atenções tem sido o atacante Grafite, por ele ter atuado pouco pela Seleção e não ter se destacado muito nos últimos meses em seu time, o Wolfsburg, da Alemanha. Dunga, no entanto, foi enfático na coletiva que concedeu após a divulgação dos convocados: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima, e tem algumas que em cinco minutos demonstram porque vieram". Segundo o treinador, nos 15 minutos jogados no amistoso contra a Irlanda, em março, Grafite soube aproveitar sua chance e demonstrou as competências necessárias para estar na equipe que agora já se encontra na África do Sul.
Tratando-se de mercado de trabalho, o futebol não é muito diferente de outros setores. A concorrência é grande e as oportunidades passam rapidamente. O profissional precisa estar atento e preparado para aproveitar cada chance com competência. "O bom profissional deve trazer resultados, não a qualquer preço, mas de uma maneira ética e responsável. Deve estar alinhado à cultura e aos valores da organização, mostrar compatibilidade para com seus líderes e colegas de trabalho, de nada adianta ter muito talento e pouco agregar à equipe", afirma Paulo Araújo, autor do livro Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira. E o consultor Luiz Affonso Romano complementa, dizendo que é preciso "estar atento ao que o mercado procura, e não só às suas habilidades e competências numa outra equipe/ organização, num outro contexto, outro gestor".
Grande parte das críticas à convocação de Grafite se deve, também, ao fato de ele ter substituído o experiente Adriano, ex-ídolo do Flamengo e que esteve presente na equipe de Dunga por várias vezes. Experiente, habilidoso e em boa fase, por que Adriano ficou fora? Bem, era a ele que Dunga se referia quando falou: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima". Como afirma Paulo Araújo, "o sucesso é a soma de pequenas e grandes decisões e como o profissional sabe aproveitar as chances que aparecem", o que o ex-imperador da Gávea parece não ter aprendido.
No mercado de trabalho, alguns fatores, como uma boa formação, aperfeiçoamentos e experiência, são determinantes na busca por um espaço e devem guiar o profissional sempre a um mesmo objetivo: "a capacidade de executar o planejado e ser uma referência para clientes e colegas de trabalho", como ressalta Paulo Araújo.
Outro fator importante, conforme lembra a consultora da Career Center, Claudia Monari, é "manter a rede de relacionamento sempre ativa", o que "ajuda muito a identificar oportunidades".
O escritor Paulo Araújo é enfático: "talento sem reputação de nada vale". Manter uma boa conduta dentro e fora do ambiente de trabalho é essencial para o sucesso de um profissional. E isso foi outro calo na temporada 2009 de Adriano. As brigas com a namorada em público, as supostas relações com traficantes e os atrasos e ausências nos treinamentos e em jogos importantes podem ter deixado na carreira do Imperador uma mancha difícil de sair. "Reputação é tudo. Demora um minuto para perdê-la e uma vida para construí-la. A sua reputação é o seu maior tesouro, seu maior bem", ressalta Araújo.
Já a consultora Claudia Monari lembra que a postura do profissional também é um fator determinante de sua competência. "O conceito de competência é formado por conhecimentos, habilidades e atitudes. Você só é competente se houver esses três ingredientes no seu desempenho. No caso do Adriano, a atitude não era a esperada para aquele tipo de desafio, por isso foi preterido (pelo técnico Dunga)", afirma Monari.
No dia a dia do mercado de trabalho, é preciso "estar consciente de que a carreira é seu patrimônio e, portanto, cultivá-la, adaptá-la às necessidades, trabalhar a sua rede de relacionamento, aprender a gerir o seu tempo, aumentar de forma comedida a sua visibilidade", afirma Luiz Affonso Romano.
Na Seleção, Kaká é o maior exemplo de como a carreira pesa nas decisões de alguns gestores. Contundido e em uma fase que não é das melhores, o craque do Real Madrid, mesmo antes da divulgação dos nomes dos convocados, já era figura garantida no time de Dunga. O motivo: confiança no trabalho demonstrado nas partidas em que foi chamado pelo técnico. Nem mesmo o brilhantismo dos meninos do Santos conseguiu ameaçar a posição do meia.
Paulo Araújo, no entanto, adverte que a confiança na experiência, a preferência pela garantia de um trabalho já conhecido, nem sempre prevalece. "Isso depende de como pensa cada gestor e das circunstâncias do momento que vive a organização. Por vezes é hora de lançar e dar espaço para um novo talento, às vezes não é hora de arriscar e apostar naquele que já deu resultados", afirma.
Para Romano, "é preciso haver uma mescla, tal qual em 1958 – mais difícil por ser fora do continente e não sermos a força temida de agora – com Pelé aos 17 anos e Nilton Santos aos 32, já tendo disputado duas Copas".
"O estágio, se bem aproveitado, corresponde à oportunidade de o jovem não apenas mostrar seu talento e empenho, mas também se preparar para avançar na trajetória profissional quando surgir o 'grande desafio' que renderá a tão sonhada convocação, ou melhor, a efetivação". Isso é o que afirma Noely David, supervisora de Processos Especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).
Fonte: Portal da Administração
"Construa uma boa história com as pessoas. Essa é a melhor receita para gerar boas memórias sobre você”. A afirmação é da consultora de Gestão de Carreiras da Right Management, Carmem Velloso, sobre como se construir uma boa rede de contatos no mundo profissional, também chamada como networking.
De acordo com ela, o termo é bastante utilizado, mas nem sempre é bem compreendido pelos profissionais. Isso porque muitas pessoas se limitam à troca de informações com as demais, sem pensar em manter um relacionamento, ou em cultivar o networking. Além disso, só lembram-se da rede na hora de procurar uma nova recolocação e não enquanto estão empregados.
“Converse, troque ideias, se apresente, explique os seus objetivos e tenha certeza que a pessoa que está recebendo as informações compreendeu seus objetivos e a sua atuação profissional”, explicou a consultora.
Carmem afirmou que, com a correria, os profissionais acabam por recorrer apenas aos contatos virtuais, mas que é preciso realizar pessoais. “Usar a tecnologia e a disseminação das redes sociais é importante, sem dúvida, mas o contato presencial continua sendo a melhor maneira de aplicar o networking. Reserve um horário para rever aquela pessoa que não encontra há algum tempo”.
Confira, abaixo, algumas dicas de Carmem para a construção de um networking adequado
Fonte: Portal da Administração
Rem tene, verba sequentur. Trata de possuir o conteúdo e as palavras se seguirão; diz o velho preceito latino. Para se falar e escrever bem, é preciso antes conhecer. É a clareza das ideias que leva à inteligibilidade das palavras. Mas outra célebre citação, do filósofo francês Michel de Montaigne, ensina que: “As palavras pertencem metade a quem fala, metade a quem ouve”. Se conhecer é necessário, é preciso também não desconhecer que o que se diz ou o que se escreve será sempre reinterpretado pela outra parte. A comunicação hoje se expande pelo ciberespaço, ganha velocidade, capacidade e qualidade digital. Mas, paradoxalmente, o tempo da comunicação tecnológica é também um tempo de desentendimentos, de incompreensões e de desavenças. Sinal de que velhos e conhecidos problemas das relações humanas resistem bravamente ao novo mundo tecnológico. No choque das interpretações e dos entendimentos antagônicos que ocorrem no terreno da comunicação, lá sobrevivem o egocentrismo, o autoritarismo, o preconceito, o despreparo e a ignorância.
De um ponto de vista empresarial e profissional o descaso com a comunicação geralmente é fonte de trágicas conseqüências, de enganos catastróficos e de dolorosos equívocos. Costuma-se dizer que vivemos a era do conhecimento, que agrega valor econômico e cria tecnologias. Ora, o conhecimento não é uma produção solitária. Bem ao contrário, é fruto direto das interações humanas e das interações do homem com a realidade. É resultado da ação recíproca entre pessoas. Uma pessoa não avança no conhecimento simplesmente porque o recebe de outras, passivamente, como propunham os empiristas ingleses. E nem o traz do berço, ao nascer, como sugeria o apriorismo cartesiano. A aprendizagem e o conhecimento acontecem pela via das relações entre as pessoas, por meio da troca de experiências e da reciprocidade de interpretações. Se o diálogo entre seres humanos é que gera novos saberes, a comunicação ganha então inédita centralidade na vida contemporânea, que se pretende produtora de conhecimentos.
Saber se comunicar é ter habilidade de expressar a sua própria intelectualidade, sua criatividade, seu conhecimento e seu ponto de vista. Ao se comunicar, o ser humano avança no seu conhecimento, faz avançar o conhecimento dos outros e assim enriquece as ações empresariais e profissionais. Mas a comunicação no âmbito das organizações, assim como em qualquer outro lugar, implica também na capacidade de oferecer voz e vez ao outro. Na sabedoria de falar e ouvir, de expor suas opiniões e de ser receptivo às opiniões alheias. A comunicação unilateral é típica de quem menospreza o interlocutor, de quem é arrogante. A arrogância é uma espécie de surdez, que faz perder a noção da realidade, caminho fácil para as decisões empresariais desastrosas. Quem analisa com cuidado as mensagens que lhe são dirigidas, ao contrário, aprimora suas próprias percepções da realidade e assim reduz a chance de erros e equívocos. Em suma, o conhecimento produzido numa organização ou mesmo numa dada sociedade é fruto da reflexão coletiva que se viabiliza pela comunicação.
Fonte: Carreira e Negócios
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